Força? Onde está ela quando mais precisamos?
São tantas as vezes que as coisas não nos correm como queremos, que nada parece fazer sentido.
Parece que o nosso mundo vira totalmente ao contrário! E o que mais queremos é voltar a virá-lo para que tudo fique bem, mas no entanto não sabemos por onde começar e o que fazer para que tal fenómeno aconteça. E quando descobrimos, já não nos lembramos como esse mundo estava antes de ser virado ao contrário. Então aí começamos a entrar em desespero pois sentimo-nos imóveis, ignorantes e impotentes. Mas dizem-nos que não devemos desistir, que desistir é para fracos. Então, a nossa auto-consciência obriga-nos a fazer mais qualquer coisa. Mas é em vão. É como se corrêssemos com todas as nossas forças até não poder mais, pensando que estamos a dar o nosso melhor e que vamos chegar à meta pretendida mas, quando paramos, continuamos no mesmo sítio. Olhamos para a direita e para a esquerda, e as coisas permanecem iguais, tal e quais como estavam antes de começar a corrida . Pensamos que é da nossa imaginação, beliscamo-nos, fechamos os olhos e voltamos a abrir, passamos a cara por água, mas não. Nada muda, continua tudo igual. Desanimados, decepcionados, cansados, questionamo-nos: mas o que é que está errado? O que é isto?
Não conseguimos obter resposta para as nossas perguntas, não conseguimos atribuir sentido a nada, por mais simples que seja. Começamos a reflectir sobre o facto de o nosso mundo estar realmente ao contrário e de nada conseguirmos fazer para o mudar, então pensamos: será que temos que nos adaptar a isto? Planeamos estratégias e uma infinidade de maneiras de lidar com isto tudo mas, quando paramos para pensar, percebemos que não é nada disto que queremos e que na verdade não nos conseguimos adaptar a nada do que se está a passar.
É nestas alturas que precisamos de força e não sabemos onde encontrá-la. Não sabemos onde procurá-la sequer. Não sabemos de nada. Mas a verdade é que precisamos mesmo dela.
Se calhar o mundo não está ao contrário, nós é que o vimos assim. Se calhar não conseguimos responder às nossas perguntas porque estamos a fazer as perguntas erradas. Se calhar o errado é o certo e o certo é o errado.
Será mesmo?
De qualquer maneira, se a força desse para comprar no supermercado isto seria tudo menos complicado.
segunda-feira, 24 de maio de 2010
quinta-feira, 13 de maio de 2010
Mais que palavras
Uma palavra pode significar tanto e tão pouco ao mesmo tempo! Será possível?
O mundo gira à volta de palavras. Para qualquer lado que me vire, o que oiço são palavras. Mas o que significam?
Palavras, palavras e palavras. Quando tudo é verdadeiro, não é necessário ouvir nenhuma.
Uma palavra pode ser verdadeira, pode ser falsa, pode ser dita ao acaso, pode não ter significado nenhum, pode significar um mundo, pode ferir, pode fazer sorrir, pode ser o início ou o fim de algo. Mas será que é a palavra em si que influencia tudo o resto? Eu respondo: não. Não são as palavras que me fazem sorrir ou chorar, são os sentimentos que estas transparecem. Sim, os sentimentos. As palavras são apenas um dos inúmeros meios para transmitir aquilo que sentimos. Se não inventassem as palavras, não deixaria de haver sentimentos! Apenas eram expressos de outra forma, ou simplesmente sentidos. Se não houvesse automóvel as pessoas não deixariam de se deslocar, utilizavam outro meio de transporte. É a mesma coisa.
Por vezes o silêncio transmite muito mais que um milhão de palavras juntas, e muitas vezes não causa tanto transtorno do que meia dúzia de palavras proferidas. Não digo que as palavras não servem para nada - são muito úteis e tornam tudo muito mais fácil. O que quero dizer é que não nos devemos cingir somente a elas. As palavras deveriam representar apenas 5 % do que captamos através da outra pessoa. Porque não basta ouvir – é preciso ouvir, interpretar e sentir. O essencial é sentir, os outros passos são meros pormenores.
Palavras? São precisas mais que palavras para tudo, muito mais.
O mundo gira à volta de palavras. Para qualquer lado que me vire, o que oiço são palavras. Mas o que significam?
Palavras, palavras e palavras. Quando tudo é verdadeiro, não é necessário ouvir nenhuma.
Uma palavra pode ser verdadeira, pode ser falsa, pode ser dita ao acaso, pode não ter significado nenhum, pode significar um mundo, pode ferir, pode fazer sorrir, pode ser o início ou o fim de algo. Mas será que é a palavra em si que influencia tudo o resto? Eu respondo: não. Não são as palavras que me fazem sorrir ou chorar, são os sentimentos que estas transparecem. Sim, os sentimentos. As palavras são apenas um dos inúmeros meios para transmitir aquilo que sentimos. Se não inventassem as palavras, não deixaria de haver sentimentos! Apenas eram expressos de outra forma, ou simplesmente sentidos. Se não houvesse automóvel as pessoas não deixariam de se deslocar, utilizavam outro meio de transporte. É a mesma coisa.
Por vezes o silêncio transmite muito mais que um milhão de palavras juntas, e muitas vezes não causa tanto transtorno do que meia dúzia de palavras proferidas. Não digo que as palavras não servem para nada - são muito úteis e tornam tudo muito mais fácil. O que quero dizer é que não nos devemos cingir somente a elas. As palavras deveriam representar apenas 5 % do que captamos através da outra pessoa. Porque não basta ouvir – é preciso ouvir, interpretar e sentir. O essencial é sentir, os outros passos são meros pormenores.
Palavras? São precisas mais que palavras para tudo, muito mais.
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