domingo, 17 de janeiro de 2010

Sou como uma fotografia

Acho que as pessoas não me conhecem. Aliás, conhecem, mas não conhecem tudo.
Eu sou aquilo que faço, que digo, que sinto. No entanto, sou também aquilo que não faço, que não digo, que não sinto. Sou aquilo que sou e aquilo que não sou. Não sou aquilo que apresento ser, sou mais que isso ou menos que isso.
Sou como uma fotografia.
Uma fotografia, por mais perfeita que seja, nunca irá representar o que o fotógrafo captou naquele momento. Porque uma fotografia não é só a fotografia. É a fotografia e mais que isso. Nunca vemos tudo nela, vimos apenas uma parte.
Quanto à outra parte... Uns ficam apenas pelo que estão a ver, outros imaginam o que está para além disso.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Felicidade, com todas as letras

"A felicidade é uma gama de emoções ou sentimentos que vai desde o contentamento ou satisfação até à alegria intensa ou júbilo. A felicidade tem ainda o significado de bem-estar ou paz interna."

A questão é: Será possível obter, em algum momento da vida, felicidade completa?
Quando digo «felicidade completa» refiro-me a uma felicidade absoluta.
Vulgarizando, é estar tudo realmente bem. Mas não é «tudo bem» como conceito que utilizamos frequentemente no nosso quotidiano. Somos questionados muitas vezes pelos nossos amigos, conhecidos e outras pessoas: «Tudo bem?» E nós respondemos, a maior parte das vezes: «Sim, está.» Mas esse bem-estar não é completo, suponho. Não inclui a preocupação do teste de avaliação que vamos ter no dia a seguir, a conversa menos boa que tivemos há umas horas atrás com um amigo, a derrota do nosso clube de futebol preferido, a borbulha que nos apareceu na face hoje de manhã, a saudade de momentos relembrados ao ouvir uma música, os maus pressentimentos que aparecem do nada, o pesadelo que tivemos a noite passada, etc. Podia apontar aqui uma infinidade de coisas e acontecimentos que, por mais insignificantes que pareçam, influenciam o nosso bem-estar diário. Sendo assim, será possível acordar de manhã e dizer: «Sou totalmente feliz!»? Sim, é. No entanto, não sei se isso corresponde mesmo à verdade. Acho que o mais correcto seria dizer, por exemplo: "Hoje sinto-me feliz!" Mas isso também é relativo, porque muitas vezes o que dizemos não corresponde à 'verdadeira verdade', mas sim a algo do género. Por outras palavras, resume-se a ter uma vida só de momentos bons e óptimos.

Um dia, estava a falar com uma pessoa sobre sonhos. E essa pessoa perguntou-me qual era o meu maior sonho. Eu respondi: «O meu maior sonho é ir ao espaço.» E questionei-lhe pelo seu. Ela respondeu-me: «O meu maior sonho é ser totalmente feliz."

sábado, 2 de janeiro de 2010

Os sonhos são para sempre?

O sonho é algo complicado, penso. No entanto, sonhar é fácil! Falo por mim, claro, pois considero-me uma sonhadora nata. Tenho sonhos que se pudesse vendê-los, ficaria rica sem dúvida. Mas não vamos por aí.
O que me intriga realmente não é o sonho em si, é até quando dura um sonho.
Os sonhos são para sempre?
É algo que me faz um bocado confusão. Dizem que os sonhos existem desde que não os abandonemos. E se os abandonarmos? Eles acabam? Tenho sonhos que provavelmente, e teoricamente, já não fazem sentido neste momento. Mas isso faz com que o sonho termine? Penso que um grande sonho, mesmo que deixe de fazer sentido a dada altura, não acaba. Haverá sempre algum momento que nos lembraremos desse sonho, e esse momento acontecerá repetidamente, de tempos a tempos. Mas se isto for verdade, os sonhos não acabam, prolongam-se para sempre. Mas "sempre" é de facto muito tempo. Acho então que os sonhos não se perdem. Podem ficar apagados durante muito tempo mas, lá no fundo, nunca deixam de existir.
São para sempre, suponho.