Acho que as pessoas não me conhecem. Aliás, conhecem, mas não conhecem tudo.
Eu sou aquilo que faço, que digo, que sinto. No entanto, sou também aquilo que não faço, que não digo, que não sinto. Sou aquilo que sou e aquilo que não sou. Não sou aquilo que apresento ser, sou mais que isso ou menos que isso.
Sou como uma fotografia.
Uma fotografia, por mais perfeita que seja, nunca irá representar o que o fotógrafo captou naquele momento. Porque uma fotografia não é só a fotografia. É a fotografia e mais que isso. Nunca vemos tudo nela, vimos apenas uma parte.
Quanto à outra parte... Uns ficam apenas pelo que estão a ver, outros imaginam o que está para além disso.
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