Já alguma vez te sentiste completamente confuso(a)? Tanto que não sabes o que é certo ou errado, ou melhor, sabes mas não acreditas que é assim. Tomas uma decisão porque achas que essa será a mais acertada, mas quando pensas melhor questionas-te: é mesmo isto que quero? A partir do momento que isto acontece, tudo se desenlaça. Começas a colocar mil e uma hipóteses que, no fim, acabas por as considerar disparatadas. Achas a primeira opção correcta mas não a melhor, no entanto, não consegues arranjar uma alternativa. É como se soubesses que o que estás a fazer não é o mais acertado mas todavia não te ocorre nada que o faça mudar. Sentes-te impotente e achas-te anormal. Dormes uma noite de sono para recuperar a consciência na manhã seguinte: continua tudo igual, plena inconstância. Que fazer? Que pensar? Sentes-te baralhado(a). Sentes-te confuso(a). Sabes que se continuares com a tua decisão, mais tarde, irás voltar a esta situação. Mais tarde, irás pensar como teria sido se tivesses escolhido uma daquelas hipóteses disparatadas ou outra que não te ocorreu na altura e que te ocorrera na hora. Irás chamar-te de ignorante, burro(a) e uma infinidade de nomes quando algo te correr mal. Sim, isso porque se algo correu mal foi porque tu quiseste, foi porque tu escolheste assim e nada o fizeste para mudar na altura certa. Contudo, se optares por alterar a tua decisão à última da hora, todos irão te chamar louco(a), inconstante e confuso(a). Mas no fundo, será igual. Porque se isso o fizeres, irás presenciar situações em que te interrogarás: porque que mudei de ideias? Porque meti-me eu nisto? Etc. Provavelmente até te podes vir a arrepender por ter escolhido esse caminho e não o outro. Arrepender-te-ás por ter mudado de ideias radicalmente. Talvez.
A partir do momento que ficas confuso(a), estas questões e uma data de coisas irritantes irão acontecer futuramente na tua vida. Podes escolher A, mas posteriormente irás perguntar-te porque raio não escolheste B ou C. Podes escolher B: irás questionar-te pelo A e pelo C. Podes escolher C, futuramente ponderarás o A e o B. Podes seleccionar uma opção em mil, isto irá sempre acontecer!
Ciclos viciosos. Não passam de meros ciclos viciosos.
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
segunda-feira, 24 de maio de 2010
Se a força desse para comprar no supermercado
Força? Onde está ela quando mais precisamos?
São tantas as vezes que as coisas não nos correm como queremos, que nada parece fazer sentido.
Parece que o nosso mundo vira totalmente ao contrário! E o que mais queremos é voltar a virá-lo para que tudo fique bem, mas no entanto não sabemos por onde começar e o que fazer para que tal fenómeno aconteça. E quando descobrimos, já não nos lembramos como esse mundo estava antes de ser virado ao contrário. Então aí começamos a entrar em desespero pois sentimo-nos imóveis, ignorantes e impotentes. Mas dizem-nos que não devemos desistir, que desistir é para fracos. Então, a nossa auto-consciência obriga-nos a fazer mais qualquer coisa. Mas é em vão. É como se corrêssemos com todas as nossas forças até não poder mais, pensando que estamos a dar o nosso melhor e que vamos chegar à meta pretendida mas, quando paramos, continuamos no mesmo sítio. Olhamos para a direita e para a esquerda, e as coisas permanecem iguais, tal e quais como estavam antes de começar a corrida . Pensamos que é da nossa imaginação, beliscamo-nos, fechamos os olhos e voltamos a abrir, passamos a cara por água, mas não. Nada muda, continua tudo igual. Desanimados, decepcionados, cansados, questionamo-nos: mas o que é que está errado? O que é isto?
Não conseguimos obter resposta para as nossas perguntas, não conseguimos atribuir sentido a nada, por mais simples que seja. Começamos a reflectir sobre o facto de o nosso mundo estar realmente ao contrário e de nada conseguirmos fazer para o mudar, então pensamos: será que temos que nos adaptar a isto? Planeamos estratégias e uma infinidade de maneiras de lidar com isto tudo mas, quando paramos para pensar, percebemos que não é nada disto que queremos e que na verdade não nos conseguimos adaptar a nada do que se está a passar.
É nestas alturas que precisamos de força e não sabemos onde encontrá-la. Não sabemos onde procurá-la sequer. Não sabemos de nada. Mas a verdade é que precisamos mesmo dela.
Se calhar o mundo não está ao contrário, nós é que o vimos assim. Se calhar não conseguimos responder às nossas perguntas porque estamos a fazer as perguntas erradas. Se calhar o errado é o certo e o certo é o errado.
Será mesmo?
De qualquer maneira, se a força desse para comprar no supermercado isto seria tudo menos complicado.
São tantas as vezes que as coisas não nos correm como queremos, que nada parece fazer sentido.
Parece que o nosso mundo vira totalmente ao contrário! E o que mais queremos é voltar a virá-lo para que tudo fique bem, mas no entanto não sabemos por onde começar e o que fazer para que tal fenómeno aconteça. E quando descobrimos, já não nos lembramos como esse mundo estava antes de ser virado ao contrário. Então aí começamos a entrar em desespero pois sentimo-nos imóveis, ignorantes e impotentes. Mas dizem-nos que não devemos desistir, que desistir é para fracos. Então, a nossa auto-consciência obriga-nos a fazer mais qualquer coisa. Mas é em vão. É como se corrêssemos com todas as nossas forças até não poder mais, pensando que estamos a dar o nosso melhor e que vamos chegar à meta pretendida mas, quando paramos, continuamos no mesmo sítio. Olhamos para a direita e para a esquerda, e as coisas permanecem iguais, tal e quais como estavam antes de começar a corrida . Pensamos que é da nossa imaginação, beliscamo-nos, fechamos os olhos e voltamos a abrir, passamos a cara por água, mas não. Nada muda, continua tudo igual. Desanimados, decepcionados, cansados, questionamo-nos: mas o que é que está errado? O que é isto?
Não conseguimos obter resposta para as nossas perguntas, não conseguimos atribuir sentido a nada, por mais simples que seja. Começamos a reflectir sobre o facto de o nosso mundo estar realmente ao contrário e de nada conseguirmos fazer para o mudar, então pensamos: será que temos que nos adaptar a isto? Planeamos estratégias e uma infinidade de maneiras de lidar com isto tudo mas, quando paramos para pensar, percebemos que não é nada disto que queremos e que na verdade não nos conseguimos adaptar a nada do que se está a passar.
É nestas alturas que precisamos de força e não sabemos onde encontrá-la. Não sabemos onde procurá-la sequer. Não sabemos de nada. Mas a verdade é que precisamos mesmo dela.
Se calhar o mundo não está ao contrário, nós é que o vimos assim. Se calhar não conseguimos responder às nossas perguntas porque estamos a fazer as perguntas erradas. Se calhar o errado é o certo e o certo é o errado.
Será mesmo?
De qualquer maneira, se a força desse para comprar no supermercado isto seria tudo menos complicado.
quinta-feira, 13 de maio de 2010
Mais que palavras
Uma palavra pode significar tanto e tão pouco ao mesmo tempo! Será possível?
O mundo gira à volta de palavras. Para qualquer lado que me vire, o que oiço são palavras. Mas o que significam?
Palavras, palavras e palavras. Quando tudo é verdadeiro, não é necessário ouvir nenhuma.
Uma palavra pode ser verdadeira, pode ser falsa, pode ser dita ao acaso, pode não ter significado nenhum, pode significar um mundo, pode ferir, pode fazer sorrir, pode ser o início ou o fim de algo. Mas será que é a palavra em si que influencia tudo o resto? Eu respondo: não. Não são as palavras que me fazem sorrir ou chorar, são os sentimentos que estas transparecem. Sim, os sentimentos. As palavras são apenas um dos inúmeros meios para transmitir aquilo que sentimos. Se não inventassem as palavras, não deixaria de haver sentimentos! Apenas eram expressos de outra forma, ou simplesmente sentidos. Se não houvesse automóvel as pessoas não deixariam de se deslocar, utilizavam outro meio de transporte. É a mesma coisa.
Por vezes o silêncio transmite muito mais que um milhão de palavras juntas, e muitas vezes não causa tanto transtorno do que meia dúzia de palavras proferidas. Não digo que as palavras não servem para nada - são muito úteis e tornam tudo muito mais fácil. O que quero dizer é que não nos devemos cingir somente a elas. As palavras deveriam representar apenas 5 % do que captamos através da outra pessoa. Porque não basta ouvir – é preciso ouvir, interpretar e sentir. O essencial é sentir, os outros passos são meros pormenores.
Palavras? São precisas mais que palavras para tudo, muito mais.
O mundo gira à volta de palavras. Para qualquer lado que me vire, o que oiço são palavras. Mas o que significam?
Palavras, palavras e palavras. Quando tudo é verdadeiro, não é necessário ouvir nenhuma.
Uma palavra pode ser verdadeira, pode ser falsa, pode ser dita ao acaso, pode não ter significado nenhum, pode significar um mundo, pode ferir, pode fazer sorrir, pode ser o início ou o fim de algo. Mas será que é a palavra em si que influencia tudo o resto? Eu respondo: não. Não são as palavras que me fazem sorrir ou chorar, são os sentimentos que estas transparecem. Sim, os sentimentos. As palavras são apenas um dos inúmeros meios para transmitir aquilo que sentimos. Se não inventassem as palavras, não deixaria de haver sentimentos! Apenas eram expressos de outra forma, ou simplesmente sentidos. Se não houvesse automóvel as pessoas não deixariam de se deslocar, utilizavam outro meio de transporte. É a mesma coisa.
Por vezes o silêncio transmite muito mais que um milhão de palavras juntas, e muitas vezes não causa tanto transtorno do que meia dúzia de palavras proferidas. Não digo que as palavras não servem para nada - são muito úteis e tornam tudo muito mais fácil. O que quero dizer é que não nos devemos cingir somente a elas. As palavras deveriam representar apenas 5 % do que captamos através da outra pessoa. Porque não basta ouvir – é preciso ouvir, interpretar e sentir. O essencial é sentir, os outros passos são meros pormenores.
Palavras? São precisas mais que palavras para tudo, muito mais.
domingo, 17 de janeiro de 2010
Sou como uma fotografia
Acho que as pessoas não me conhecem. Aliás, conhecem, mas não conhecem tudo.
Eu sou aquilo que faço, que digo, que sinto. No entanto, sou também aquilo que não faço, que não digo, que não sinto. Sou aquilo que sou e aquilo que não sou. Não sou aquilo que apresento ser, sou mais que isso ou menos que isso.
Sou como uma fotografia.
Uma fotografia, por mais perfeita que seja, nunca irá representar o que o fotógrafo captou naquele momento. Porque uma fotografia não é só a fotografia. É a fotografia e mais que isso. Nunca vemos tudo nela, vimos apenas uma parte.
Quanto à outra parte... Uns ficam apenas pelo que estão a ver, outros imaginam o que está para além disso.
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
Felicidade, com todas as letras
"A felicidade é uma gama de emoções ou sentimentos que vai desde o contentamento ou satisfação até à alegria intensa ou júbilo. A felicidade tem ainda o significado de bem-estar ou paz interna."
A questão é: Será possível obter, em algum momento da vida, felicidade completa?
Quando digo «felicidade completa» refiro-me a uma felicidade absoluta.
Vulgarizando, é estar tudo realmente bem. Mas não é «tudo bem» como conceito que utilizamos frequentemente no nosso quotidiano. Somos questionados muitas vezes pelos nossos amigos, conhecidos e outras pessoas: «Tudo bem?» E nós respondemos, a maior parte das vezes: «Sim, está.» Mas esse bem-estar não é completo, suponho. Não inclui a preocupação do teste de avaliação que vamos ter no dia a seguir, a conversa menos boa que tivemos há umas horas atrás com um amigo, a derrota do nosso clube de futebol preferido, a borbulha que nos apareceu na face hoje de manhã, a saudade de momentos relembrados ao ouvir uma música, os maus pressentimentos que aparecem do nada, o pesadelo que tivemos a noite passada, etc. Podia apontar aqui uma infinidade de coisas e acontecimentos que, por mais insignificantes que pareçam, influenciam o nosso bem-estar diário. Sendo assim, será possível acordar de manhã e dizer: «Sou totalmente feliz!»? Sim, é. No entanto, não sei se isso corresponde mesmo à verdade. Acho que o mais correcto seria dizer, por exemplo: "Hoje sinto-me feliz!" Mas isso também é relativo, porque muitas vezes o que dizemos não corresponde à 'verdadeira verdade', mas sim a algo do género. Por outras palavras, resume-se a ter uma vida só de momentos bons e óptimos.
Um dia, estava a falar com uma pessoa sobre sonhos. E essa pessoa perguntou-me qual era o meu maior sonho. Eu respondi: «O meu maior sonho é ir ao espaço.» E questionei-lhe pelo seu. Ela respondeu-me: «O meu maior sonho é ser totalmente feliz."
A questão é: Será possível obter, em algum momento da vida, felicidade completa?
Quando digo «felicidade completa» refiro-me a uma felicidade absoluta.
Vulgarizando, é estar tudo realmente bem. Mas não é «tudo bem» como conceito que utilizamos frequentemente no nosso quotidiano. Somos questionados muitas vezes pelos nossos amigos, conhecidos e outras pessoas: «Tudo bem?» E nós respondemos, a maior parte das vezes: «Sim, está.» Mas esse bem-estar não é completo, suponho. Não inclui a preocupação do teste de avaliação que vamos ter no dia a seguir, a conversa menos boa que tivemos há umas horas atrás com um amigo, a derrota do nosso clube de futebol preferido, a borbulha que nos apareceu na face hoje de manhã, a saudade de momentos relembrados ao ouvir uma música, os maus pressentimentos que aparecem do nada, o pesadelo que tivemos a noite passada, etc. Podia apontar aqui uma infinidade de coisas e acontecimentos que, por mais insignificantes que pareçam, influenciam o nosso bem-estar diário. Sendo assim, será possível acordar de manhã e dizer: «Sou totalmente feliz!»? Sim, é. No entanto, não sei se isso corresponde mesmo à verdade. Acho que o mais correcto seria dizer, por exemplo: "Hoje sinto-me feliz!" Mas isso também é relativo, porque muitas vezes o que dizemos não corresponde à 'verdadeira verdade', mas sim a algo do género. Por outras palavras, resume-se a ter uma vida só de momentos bons e óptimos.
Um dia, estava a falar com uma pessoa sobre sonhos. E essa pessoa perguntou-me qual era o meu maior sonho. Eu respondi: «O meu maior sonho é ir ao espaço.» E questionei-lhe pelo seu. Ela respondeu-me: «O meu maior sonho é ser totalmente feliz."
sábado, 2 de janeiro de 2010
Os sonhos são para sempre?
O sonho é algo complicado, penso. No entanto, sonhar é fácil! Falo por mim, claro, pois considero-me uma sonhadora nata. Tenho sonhos que se pudesse vendê-los, ficaria rica sem dúvida. Mas não vamos por aí.
O que me intriga realmente não é o sonho em si, é até quando dura um sonho.
Os sonhos são para sempre?
É algo que me faz um bocado confusão. Dizem que os sonhos existem desde que não os abandonemos. E se os abandonarmos? Eles acabam? Tenho sonhos que provavelmente, e teoricamente, já não fazem sentido neste momento. Mas isso faz com que o sonho termine? Penso que um grande sonho, mesmo que deixe de fazer sentido a dada altura, não acaba. Haverá sempre algum momento que nos lembraremos desse sonho, e esse momento acontecerá repetidamente, de tempos a tempos. Mas se isto for verdade, os sonhos não acabam, prolongam-se para sempre. Mas "sempre" é de facto muito tempo. Acho então que os sonhos não se perdem. Podem ficar apagados durante muito tempo mas, lá no fundo, nunca deixam de existir.
São para sempre, suponho.
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